Musicoterapia e seus benefícios para o corpo e mente

Trabalhando os efeitos que as ondas sonoras causam no corpo e na mente das pessoas, a musicoterapia vem ganhando destaque no mundo. A terapia musical tem como objetivo estabelecer e melhorar os canais de comunicação. A finalidade é que o individuo consiga se reabilitar com a sociedade e consigo mesmo. Mas o que é a musicoterapia? Irei explicar melhor…

O que é a terapia musical?

Musicoterapia nada mais é do que utilizar a música e seus elementos, como o ritmo, som, melodia e harmonia, como terapia. O intuito é facilitar a comunicação, expressão e aprendizado de uma pessoa ou grupo.  Assim, necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas são promovidas entre esses indivíduos.

A terapia musical desenvolve e restabelece funções para que o paciente possa melhorar sua integração consigo mesmo e com os outros. Consequentemente promove uma melhor qualidade de vida para o paciente. Cada pessoa é estimulada por uma música e sonoridade diferente de acordo com sua vivência e gosto pessoal. A música é preventiva e oferece melhoras para quem sofre com dores crônicas e estresse do dia a dia.

De onde surgiu?

 

Temos relatos da presença da musica desde tempos rudimentares, onde já usavam a música como um forte componente em rituais de cura. Algumas histórias indicam que os antigos usavam a música como curativo para o corpo, mente e espírito.

Porém, somente no período entre as duas grandes Guerras que a Musicoterapia foi reconhecida como profissão e ciência. Isso porque médicos e enfermeiros começaram a colocar músicas no hospital para os veteranos. Com o tempo perceberam uma melhora mais rápida, pois a musica conseguia amenizar os sofrimentos psicológicos e físicos causados pelo trauma da guerra. Logo após, alguns profissionais começaram a se especializar nessa área e a usar a música como ferramenta terapêutica.

No Brasil, a terapia musical só foi reconhecida como profissão em 1970, quando começaram a surgir cursos de formação para Musicoterapeuta. Mas só em 1978 que foi reconhecida como carreira de nível superior pelo parecer Nº 829/78 no Conselho Federal de Educação. Vale lembrar que para exercer profissionalmente a carreira de Musicoterapeuta é necessário uma formação, tanto teórica quanto prática. Se você se interessou pode procurar um curso de musicoterapia. Hoje já existe Graduação, Especialização, Mestrado e até Doutorado em vários lugares do Mundo.

musicoterapia

Como funciona a Musicoterapia

A maioria das sessões de terapia musical no Brasil acontece de forma ativa. Ou seja, o paciente e o terapeuta dançam, cantam e tocam juntos. Uma dúvida de muitos é se precisa saber tocar algum instrumento para fazer a musicoterapia. E a resposta é não. Os instrumentos usados durante a sessão são de fácil manuseio, e o objetivo principal é ajudar o paciente a se expressar e comunicar atrás da música.

Todos os estilos de músicas e instrumentos podem ser usados durante a musicoterapia. A escolha de qual estilo e aparelho musical irá depender do paciente. Por isso, na primeira sessão o Musicoterapeuta costuma fazer um histórico pessoal do paciente. Esse histórico contem os estilos musicais preferidos, quais sons são agradáveis, quais não são, que tipo de barulho o paciente gosta, etc. E então, o terapeuta elabora um plano de ação particular de acordo com o histórico sonoro de cada paciente ou grupo.

Para quem a musicoterapia é indicada?

A terapia musical não tem nenhuma contraindicação. Mas sempre é necessário uma avaliação de cada caso pelo terapeuta. A musica como terapia psicológica é indicada em todo o processo de desenvolvimento do indivíduo, desde a gestação até a velhice. Uma vez que a terapia musical ajuda a potencializar os aspectos saudáveis e reabilitar as funções comprometidas durante o desenvolvimento. No entanto, pessoas que sofrem de epilepsia musicogênita devem evitar a terapia. Isto porque essas pessoas quando estimuladas pelo som podem ter crises de convulsões.
Mas o tratamento com musicoterapia é indicado principalmente para pessoas com distúrbios de comunicação (transtorno de fala e gagueira), comportamental (hiperatividade), neurológicos (lesões cerebrais e dislexias) e doenças mentais (autismo infantil, esquizofrenia e depressão). Também é muito indicada para pessoas que sofrem com Alzheimer, uma vez que a música ajuda na melhora.

A potencialidade da musicoterapia é incrível. As sessões são capazes de melhorar a qualidade de vida como um todo. A terapia musical pode e deve ser iniciada como forma preventiva, principalmente para idosos, pois ajuda a manter as funções cógnitas e motoras. Além disso, ela também ajuda a melhorar a concentração, criatividade e reabilitação física e mental.

Benefícios

A musicoterapia está sendo muito praticada em escolas, hospitais, lar de idosos e por pessoas com necessidades especiais. Isso porque ela trás diversos benefícios ao organismo de quem a pratica. Como por exemplo, melhora o desenvolvimento cognitivo, a criatividade, a memória e a sensibilidade. Além de influenciar nossas redes nervosas do cérebro, facilitando assim a comunicação, dando um maior conforto e diminuindo dores e estresse. Abaixo, segue uma lista com os principais benefícios de praticar musicoterapia.

  • Melhora a expressão corporal;
  • Aumenta capacidade respiratória;
  • Estimula a coordenação motora;
  • Alivia dores de cabeça;
  • Melhora a qualidade de vida;
  • Ajuda a superar dores crônicas;
  • Estimula o bom humor, aumenta a disposição e reduz a ansiedade, estresse e sintomas depressivos;
  • Alivia dores de cabeça;
  • Promove uma melhor qualidade de vida;
  • Ajuda no tratamento contra o câncer;
  • Melhora distúrbios de comportamento.

 

Fontes: www.jjrterapiaintegrativa.wordpress.com
www.g1.globo.com

 

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